Espondilolistese

 

O termo espondilolistese significa o escorregamento de uma vértebra sobre a outra mais próxima (Fig. 1).


Figura – Esquema de espondilolistese com graus de escorregamento


Este escorregamento ou predisposição para o mesmo pode ter várias causas.

A mais comum é a congênita (relacionadas a defeitos da coluna ao nascimento) e a degenerativa (provocada por desgaste das articulações e transtornos dos discos intervertebrais) (Fig. 2).


Figura 2 – Tipos de espondilolistese


O tipo congênito é comum, sendo causa freqüente de dor na infância e adolescência.

O degenerativo ocorre, em geral, após os 50 anos de idade e é mais comum em mulheres (Fig. 3).


Figura 3 – Espondilolistese degenerativa


O tratamento, em geral, é não cirúrgico com exercícios para adequado reforço dos músculos da coluna vertebral e condicionamento físico global.

O uso temporário de colete/ortese atenua as crises de dor lombar.

O tratamento cirúrgico com artrodese (fusão) dos segmentos comprometidos, está indicado em crianças e adolescentes com escorregamento progressivo e doloroso.

Nos adultos, a indicação cirúrgica está reservada para as situações onde ocorre dor lombar crônica ou compressão de raízes nervosas com dor ciática severa.

A fusão em crianças é seguida de imobilização com colete/ortese plástico.

No adulto, o procedimento cirúrgico envolve a fixação com parafusos para estabilização (Fig. 4).


Figura 4 – Espondilolistese corrigida cirurgicamente