Infecções na coluna vertebral
A infecção da coluna vertebral, osteomielite, também denominada de espondilodiscite, é causada pela disseminação de microorganismos (germens) no tecido ósseo e discos intervertebrais da coluna.
É importante, para o leigo, compreender que, nesta situação, o problema básico não é apenas inflamatório, mas, também, infeccioso com formação de pus/abscesso e destruição do tecido ósseo e discal.
O agente causador mais comum entre as bactérias é o estafilococo, mas também pode ser causada pelo bacilo da tuberculose (Fig. 5).
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Figura 5 – Tuberculose atingindo disco e corpo vertebral
Qualquer doença infecciosa pode disseminar-se para a coluna, mas, a porta de entrada dos germens e as causas mais comuns são a infecção urinária, a respiratória e infecções da pele.São fatores de risco, para se adquirir a doença, a idade avançada, o diabetes, a artrite reumatóide e outras doenças que debilitam as defesas (sistema imunitário) do indivíduo, como doenças crônicas debilitantes e a AIDS.
O uso de agulhas e seringas contaminadas por pacientes viciados em drogas injetáveis, é causa freqüente de osteomielite da coluna em jovens (Fig. 6).
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Figura 6 - Espondilite Piogênica
Sintomas da doença e diagnóstico
Os sintomas da doença são vagos, mas, a maioria dos pacientes, refere dor nas costas, mesmo em repouso, e não relaciona a movimentos despertando o paciente durante a noite.
A febre alta pode estar presente. Exames de sangue e radiográficos auxiliam na suspeita e investigação da doença.
A confirmação do diagnóstico só é obtida por meio de exames por imagem (tomografia e ressonância magnética computadorizada) e punção aspirativa do foco infeccioso com agulha.
Discite – continua em tratamento
O objetivo do tratamento é:
- O alívio da dor;
- Erradicar a infecção;
- Melhorar o estado neurológico;
- Manutenção da estabilidade da coluna.
O tratamento não cirúrgico com antibióticos endovenosos, em nível hospitalar, é eficaz nos casos iniciais da doença.
Na doença avançada, com destruição óssea importante e compressão medular, a melhor opção de tratamento é o cirúrgico.
O tratamento cirúrgico envolve a limpeza do foco infeccioso, drenagem do abcesso (pus), retirada dos fragmentos ósseos desvitalizados e estabilização do segmento com enxerto ósseo.
Na presença do diagnóstico de tuberculose, o tratamento com medicamentos específicos para a doença é feito por 6 a 9 meses.
A imobilização com colete/ortese plástico é feita, na maioria dos casos, para estabilização.